domingo, 19 de maio de 2024

LEI ÁUREA

Através da lei Áurea aboliu-se a escravidão formal em maio de 1888, o que significou que o estado brasileiro, não mais reconhece que alguém seja dono de outra pessoa. O Código Penal brasileiro prevê uma punição a este crime. No artigo 149 do Código Penal, temos quatro elementos bases que podem definir a escravidão contemporânea: trabalha forçada, que proíbe o direito de ir e vir, servidão por dividas, muitas vezes essas dívidas são fraudulentas, condições degradantes, e trabalho que nega a dignidade humana oferecendo condições insalubres, ou jornada exaustiva, onde o trabalhador exerce uma atividade intensa de exploração com cargas horarias remetendo a escravidão.

Mesmo no século XXI, ainda a situações análogas à escravidão, principalmente nas grandes fazendas de gado, soja, algodão, café, frutas, erva mate, batata, cebola, sisal, na derrubada de mata nativa, na produção de carvão para a siderurgia, na extração de caulim e de minérios, na construção civil, em oficinas de costuras, em bordeis.

O trabalho escravo é uma grande violação de direitos humanos que restringe a liberdade do indivíduo e atenta a sua dignidade. Sendo assim não podemos de deixar de cobrar por punições mais severas a esse tipo de crime. Diante disso cada vez que dialogarmos de forma orientativa a população reconhecerá seus direitos dessa forma acabaremos contribuindo para uma sociedade esclarecida. Autoras: LUCILENE e  MARCIA








VAMOS TESTA O QUE APRENDEU SOBRE A LEI ÁUREA



domingo, 21 de agosto de 2022

As Treze Colônias e a Formação dos Estados Unidos – INDEPENDENCIA

 

Por Márcia Macaiewski Ferreira

Graduanda em História (UNEMAT, 2022)

 

As treze colônias faziam parte da coroa inglês, eram considerados quase independentes, pois estes povos ao possuir suas terras eram responsáveis ​​por sua área e tinham liberdade e autonomia política, social e administrativa e podem tomar a maioria das decisões relacionadas à manutenção do sistema e da sociedade.

No mapa, as regiões onde ficavam as treze colônias americanas.

(Foto: WIkimedia Commons)

O rei na época não tinha incursões diretas nas áreas, pois não via lucro ou relevância nestas terras. A família real recebia apenas lucros e tributos gerados pelas relações de mercado colonial. Posteriormente foram ocorrendo conflitos entre colônia e as metrópoles.

“A partir dos anos 1760, foram impostas várias taxações. Foram criados a Lei do Açúcar, a Lei do Selo e os impostos sobre chá, papel, tintas, chumbo e vidro. A Lei do Selo determinava que todos os jornais e documentos legais e até mesmo cartas de baralho deveriam pagar um tributo e receber um selo estampado pelo governo para comprovar o recolhimento da taxação. O principal efeito dessas medidas foi a indignação dos grandes comerciantes e de toda a população, que se viu prejudicada com a iniciativa despótica. Assim, aconteceram vários conflitos, dando mostras da reação às taxações impostas” (CABRINI & CATELLI & MONTELLATO, História Temática)

 No entanto, em meados do século XVIII, os colonos começaram a perceber que não precisavam da supervisão da coroa para sobreviver, pois conseguiam sustentar a sociedade satisfatoriamente sem nenhum apoio externo. A este contexto considera-se uma das principais razões para o processo de independência na região.

Segundo os historiadores existem três outras razões que foram cruciais para o desenvolvimento da independência as quais envolviam as 13 colônias americanas e a desenvolvimento dos Estados Unidos sendo elas; disputas territoriais, possíveis ataques indígena e as concepções do iluminismo.

Por fim, deve-se compreender que as causas da independência dos Estados Unidos estão vinculadas às medidas restritivas impostas às trezes colônias.

 

Sugestões de vídeos

Vídeo: Manifestação nos EUA contra a violência policial contra os negros, disponível em:


Declaração de Independência dos Estados Unidos (versão em português), disponível em: http://www.uel.br/pessoal/jneto/gradua/historia/recdida/declaraindepeEUAHISJNeto.pdf.

REFERENCIAS

 AZEVEDO, Amanda Maria. as treze colônias e a formação dos estados unidos. Disponível em: https://www.educamaisbrasil.com.br/enem/historia/as-treze-colonias-e-a-formacao-dos-estados-unidos.

 CABRINI & CATELLI & MONTELLATO, História Temática o Mundo dos Cidadãos. Montellato Cabrini Catelli, Editora: Scipione, 2000. 



ANÁLISE SOBRE O ENSINO DA DISCIPLINA DE HISTÓRIA

 

Márcia Macaiewski Ferreira

 

“Para que serve a história? A história é, antes de tudo, um divertimento: o historiador sempre escreveu por prazer e para dar prazer aos outros. Mas também é verdade que a história sempre desempenhou uma função ideológica, que foi variando ao longo dos tempos” (Georges Duby).

 

A disciplina de história ensinada aos estudantes traz um estudo sobre a vida humana através dos tempos.  Fazendo indagações sobre o comportamento, pensamentos e sentimentos dos homens como seres sociais. Nesse sentido, o conhecimento histórico ajuda a compreender o homem era da criação como também no decorrer dos tempos modernos.

O ensino de história se destaca por distintas transformações nas metodologias escolares, e até recentemente era um estudo de memória do passado. É comum os estudantes questionarem o porque desde estudo, visto que é fundamental no auxiliar da formação para o exercício da democracia.  Com o intuído de formar um cidadão critico a respeito do mundo atua. Assim como, a história nas escolas vistas como uma importante ferramenta educacional para fomentar a prática democrática, mas em conflito com a nova tendência do ensino técnico que prioriza a formação de “cidadãos do mundo”, (Crary, 2014).

Concomitantemente os autores Monteiro, (2014)e Bittencourt, (2018), comentam que os conteúdos abordados e as grandes mudanças no ensino de história têm-se proporcionado importantes debates relacionados a questões epistemológicas e históricas, bem como seu significado para inserção e rejeição em programas curriculares nacionais e internacionais. Sendo assim, considera-se interessante mencionar o fato de atualmente estamos diante de diversas plataformas tecnológicas que auxiliam os docentes no planejamento escolar fazendo com que as aulas de história se tornem mais interessantes e assim um ensino de melhor qualidade dando mais significância na vida do estudante.

 

REFERÊNCIAS

  BITTENCOURT, C. M. F. Ensino de História, fundamentos e métodos 5. ed. São Paulo: Cortez, 2018.

 CRARY, J. 24/7: capitalismo tardio e os fins do sono São Paulo: Cosac Naif, 2014.

 DUBY, Georges. A História Continua. Annales: Histoire, Sciences Sociales (1991)

 MONTEIRO, A. M. et al. (Org.) Pesquisa em Ensino de História Entre desafios epistemológicos e apostas políticas. Rio de Janeiro: Mauad: Faperj, 2014.

A INDEPENDÊNCIA DOS ESTADOS UNIDOS


Referência imagem: https://images.app.goo.gl/NnjxwQLmxBdV9atf9

    A independência e a construção do novo regime foi um projeto levado adiante pelas elites das colônias. Escravos, mulheres e pobres não são os líderes desse movimento.O direito à liberdade e à busca da felicidade que constava na Declaração de Independência dos Estados Unidos não valia para todas as pessoas. 

    Por exemplo a escravidão negra foi mantida, os índios norte-americanos também não tiveram o direito a liberdade e a busca da felicidade garantida aos brancos. As mulheres norte-americanas por ser consideradas um "ser frágil" também não tiveram os mesmos direitos civis dos homens e ainda tinha que ser muitas vezes subordinadas ao poder masculino.

    Mesmo Thomas Jefferson embora teoricamente, se dizia antiescravista e abolicionista, era na verdade um grande proprietário de escravos.

    Na verdade, os únicos que exercia plenamente os direitos de cidadão, assegurados na constituição norte-americana de 1787, eram homens, adultos e brancos, pertencentes à burguesia industrial e comercial e ao grupo dos proprietários de fazenda e de escravos.

 Autora: Dalice Avanci

 

O Segundo Congresso Continental: No processo de emancipação das 13 colônias

        A independência dos Estados Unidos também chamada de Revolução Americana, foi o processo pelo qual as treze colônias tornam-se independente da Inglaterra.

        No ano de 1775, foi realizado o segundo congresso continental da Filadélfia. Nessa ocasião, os colonos decidiram romper com o domínio colonial e escreveram a Declaração de Independência dos Estados Unidos.

        Essa declaração, escrita por Thomas Jefferson, publicada em 4 de julho de 1776.

        No entanto a colônia não aceitou a independência dando início a uma guerra, que ficou conhecida como guerra da independência. Esse conflito teve duração de 5 anos envolvendo, além dos colonos e das tropas americanas, tropas francesas e espanholas.

        Os franceses e espanhóis eram apoio aos colonos com o intuito de enfraquecer o poder da Inglaterra no continente americano.

       Somente em 19 de outubro de 1781, que aconteceu a vitória final das treze colônias, durante a Batalha de Yorktown, mas foi somente em 1783 que o governo Inglês reconheceu oficialmente a independência dos Estados Unidos, com a assinatura do Tratado de Paris.



Referência imagem: https://images.app.goo.gl/Q4kkLFAAa1KcwGjq6

Autora: Dalice Avanci 



INDEPENDÊNCIA DOS ESTADOS UNIDOS

 

CHÁ DE BOSTON

        Considerando ainda o processo de Independência dos Estados Unidos da América, foi anunciada no ano de 1773 a Lei do Chá, que determinava impreterivelmente que todo chá vendido nas Treze Colônias seria obrigatoriamente comercializado pela Companhia das Índias Orientais. A consequência de todo esse processo foi a de que os comerciantes não poderiam mais comercializar um produto bastante importante, inflacionando o preço do mesmo e também o monopólio do comércio. Indignados com a lei, cerca de 150 colonos a invadirem o porto de Boston e destruírem carregamentos de chá da companhia, estima-se que mais de 300 caixas de chá foram lançadas ao mar. O evento recebeu o nome simbólico de Chá de Boston e aconteceu no dia 16 de dezembro de 1773. Para saber mais sobre esse evento histórico, você também pode acessar o site do Brasil Escola pelo link: https://brasilescola.uol.com.br/guerras/a-festa-cha-boston.htm.


Imagem Ilustrativa: Colonos jogam caixas de chá no mar na Festa do Chá de Boston.

 

REFERÊNCIAS

SILVA, Rafael Neves. Independência dos Estados Unidos. 2022. Disponível: <https://www.historiadomundo.com.br/idade-moderna/independencia-dos-eua.htm>. Acesso em 18 de agosto de 2022.

 

REFERÊNCIA DA IMAGEM

<https://www.historiadomundo.com.br/idade-moderna/independencia-dos-eua.htm>



sábado, 20 de agosto de 2022

O QUE É FEUDALISMO

       Segundo Jacques Le Goff, o feudalismo é “um sistema de organização econômica, social e política baseado nos vínculos de homem a homem, no qual uma classe de guerreiros especializados os senhores, subordinados uns aos outros por uma hierarquia de vínculos de dependência, domina uma massa campesina que explora a terra e lhes fornece com que viver”. 

     Os reis presenteavam os lideres com terras e títulos de nobreza por participarem de batalhas, essa organização social, política e econômica se baseou na herança romana e nas tradições vindas dos povos bárbaros. O feudalismo se deu início por volta do século V, a partir da formação dos reinos germânicos quando o Império Romano do Ocidente se desintegrou

 Autor Lucilene Silva

No vídeo a segui você vera um resumo do feudalismo.



Teste seus conhecimentos adquiridos em um jogo educacional disponibilizado em:<Jogo educacional do feudalismo - Perseguição do labirinto (wordwall.net)>

Referências:

RAINER SOUSA, Transformações na Sociedade Feudal. Disponível em <https://brasilescola.uol.com.br/historiag/transformacoes-sociedade-feudal.htm>Acessado dia 20 de agosto de 2022.

BEZERRA, Feudalismo. Disponível em:<https://www.todamateria.com.br/feudalismo/>. Acessado dia 21 de agosto de 2022.